Hoje assisti um documentário sobre o nascimento do Java! Papo de Netscape e o início da Web como nós a conhecemos hoje! E achei incrível como, mesmo para aquela época, entre 1990 e 2010, houve tantos ciclos importantes na tecnologia que construíram a fundação de tudo que usamos hoje em dia.
E muito se fala que o frontend morreu; eu lembro que em 2012 fiz um desafio para uma vaga de trabalho, em que eu só precisei estilizar uma tabela HTML usando apenas CSS para ficar igual ao design de referência que passaram. Passei, e quando entrei, a minha tarefa era basicamente reconstruir uma interface legada do vtex com jQuery, montando um HTML novo para poder fazer customizações mais avançadas.
Foi um trabalho rápido que tive na Underdogs de Curitiba, no cliente da TIM deles, e foi bacana. Mas será que isso era frontend de verdade? Já naquela época, o frontend naquele contexto de vtex era totalmente encapsulado no ecossistema da vtex.
O frontend só existia porque a plataforma da vtex existia. Então, o que realmente me empregou, digamos, não foi o frontend ser uma profissão incrível, e sim a alta demanda por e-commerce customizado do jeitinho que o cliente queria.
Bom, 14 anos depois! UAU! Eu tô ficando velho. Mas 14 anos depois, e digamos 3 anos +/- do advento das Inteligências Artificiais LLM, é bem comum ver pessoas dizerem que o frontend morreu.
Até o Rei do JavaScript concorda:
is there such a thing as being hired just for knowing enough CSS and HTML and JavaScript for web pages manipulation etc in 2026?
Like, creating forms, improving responsive page layouts, improving the page speed and ux this kind of stuff
those days are gone 🥲
Porém, pense bem!! HOJE em 2026 tem MUITO mais pessoas criando frontend do que em 2020, quando não havia inteligência artificial que escreve código disponível para todos.
Hoje muito mais websites estão sendo criados, muito mais migrações de websites estão acontecendo, e vejo que a função de frontend pode até ter mudado um pouco, mas a natureza continua intacta, que é oferecer para as pessoas conteúdo através da web.
Semana passada mesmo, migrei um blog de 42 posts para um novo sistema, usando muita IA para salvar, exportar, importar tudo no projeto novo.
Meu psicólogo fez o site dele inteiro no lovable, dei vários feedbacks para ele.
Então, eu acredito que a profissão do frontend engineer (aquela pessoa que realmente vai entender como as páginas são distribuídas, renderizadas, entender validação avançada de formulários, uso avançado de APIs, performance, segurança, standards) ainda é muito importante, pois a estrutura que esse profissional monta às vezes é o suficiente para 50-100 pessoas trabalharem em cima.
Muitos novos apareceram: platform engineer, systems engineer, design engineer, e claramente estamos no ápice da movimentação dentro da empresa, pessoas acumulando funções, redescobrindo como produzir e serem produtivas.
Mas uma coisa ainda é muito relevante: estar em dia com performance, segurança, montar um site consistente, com design consistente, evitar os bugs chatos de in-app browsers muito populares no mobile hoje em dia, até estratégias para tornar mais fácil sistemas de IA navegarem pelo site e executarem tarefas e navegações, etc.
Tudo isso requer domínio da plataforma web. E para mim, ser frontend, desde o início da minha carreira, sempre foi sobre conectar as necessidades do negócio em que trabalho com as possibilidades das web APIs e as capacidades disponíveis na plataforma web.
Muitos devs web se voltaram ao multi-plataforma, aplicativos nativos com Cordova, quem lembra? Eu aprendi Angular 1.5 com Ionic criando uma rede social em 2014, que em 2016 me garantiu um emprego na pagar.me! Depois, React Native. Talvez eu possa escrever um blog post só sobre a importância do multi-plataforma na web, e a diferença entre iOS e Android.
Saber como conectar as APIs da plataforma WEB com as necessidades de negócio de uma empresa para agilizar os processos sempre foi o sonho.
Eu sempre quis trabalhar com produtos digitais. A Mãeguru foi a primeira grande rede social para mães em que trabalhei na construção de todo o aplicativo; chegou a 85 mil cadastros na época, com mais de 200 posts por dia em nossa plataforma. E será que eu estava sendo frontend na época?
Então, por mais que as pessoas digam que o frontend morreu, certamente o frontend de 2016 morreu. Mas em 2026 nunca se viu tantos leigos criando sistemas para a web, com frontends que requerem cuidados especiais que só a atenção de uma pessoa talentosa e disponível pode proporcionar.
Então, eu gostaria de double down em frontend a partir de 2026.
Quero continuar no mesmo ritmo, criando aplicações para diferentes plataformas, em busca daquele product market fit, ou em busca de entender melhor como as pessoas usam as interfaces para buscar melhorar as interfaces de acordo com o KPI de cada empresa, de cada negócio.
Eu AMO frontend, e não estou defendendo construir sites como em 2016, mas sim defendo criar sites em 2026 com os mesmos objetivos de performance, usabilidade, boas práticas e padrões que já estudávamos desde antes de 2016!
Hoje vejo que, no quesito DESIGN, é o que as LLMs mais estão brilhando. Já no quesito código, para criar uma plataforma que realmente entrega resultado, já é um processo em que só lapidando o diamante vamos chegar nos melhores resultados.
Quer ajuda para evoluir e lapidar seu diamante? Vamos conversar! Acesse meu site, e entre em contato comigo
Obrigado por ler, amigo! Ou amiga! Escrito com carinho pelo Ofelquis! <3